Trabalhando há mais de 25 anos com projetos de Inteligência Competitiva e de Mercado (IC&M), tivemos o privilégio de atender empresas em diversos setores. Com essa bagagem, percebemos que, apesar das diferenças entre indústrias e culturas, certos padrões se repetem.
Vamos compartilhar quatro lições que moldaram nossa abordagem e, esperamos, possam ajudar você a extrair mais valor da IC&M na sua organização:
1. Decisores resistem quando os dados desafiam suas crenças
Às vezes, a análise aponta para um caminho diferente do planejado. Líderes maduros encaram isso como um sinal de alerta: revisam hipóteses, aprofundam a discussão e ajustam o rumo com coragem.
Mas outros se apegam a convicções prévias e acabam descartando insights fundamentados. Já vivemos situações assim. E, infelizmente, acompanhamos à distância o custo dessa escolha: estratégias mal alinhadas com a realidade do mercado, oportunidades perdidas, resultados abaixo do esperado.
2. Recomendações não viram ações por si só
Sabemos que não cabe às equipes de IC&M decidir pelos gestores. Mas é frustrante entregar análises robustas, com sugestões claras e acionáveis, e depois ver que nada foi feito.
Em alguns casos, a empresa superestima sua capacidade de execução. Quer, por exemplo, entrar num novo mercado, lançar um produto inovador, mas não tem estrutura, recursos ou governança para isso.
Em outros, o problema é timing. O processo decisório é tão lento que, quando finalmente age, um concorrente já dominou o espaço ou um produto disruptivo mudou completamente o mercado.
3. O melhor projeto de IC&M é o que é útil, viável e dentro do orçamento
Quando mostramos o escopo completo do que a IC&M pode fazer, muitos clientes ficam empolgados e querem o pacote completo. Mas o perigo está aí: projetos muito ambiciosos, fora da realidade operacional da empresa, acabam ultrapassando o orçamento ou gerando pouca inteligência acionável.
Por isso, hoje priorizamos entender qual é a necessidade real, qual decisão será impactada e qual o tempo e os recursos disponíveis.
4. Inteligência só vira valor quando é compreendida (e internalizada) pelo time certo
Entregamos dezenas e dezenas de análises e recomendações, baseadas em dados precisos, visualizações claras e recomendações diretas. Mas, mesmo assim, em alguns casos, nada aconteceu. Por quê? Porque quem precisava agir não se sentiu dono da informação. Muitas vezes, o erro está em tratar a IC&M como um relatório e não como um processo colaborativo.
Por isso, procuramos envolver stakeholders desde o início: alinhar questões-chave de inteligência, cocriar hipóteses, apresentar insights em etapas, usar linguagem acessível. Quando o gestor entende desde o início o porquê de determinada conclusão, ele não só acredita mais como se sente legitimado para agir.
Depois de tantos anos no mercado, continuamos acreditando que a IC&M é uma das ferramentas mais poderosas para reduzir incertezas e impulsionar decisões estratégicas. Mas só funciona quando aliada a humildade, clareza de propósito e capacidade de execução.
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Aproveite as dicas apresentadas e transforme a inteligência em uma ferramenta estratégica eficaz para sua organização. Entre em contato conosco para saber mais sobre como podemos ajudar a otimizar seus processos de inteligência competitiva e de mercado. Não deixe a sua empresa ficar para trás.


